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Bodas de Prata

Sobre meus 25 anos de Vida Religiosa Consagrada.
Chegar aos vinte cinco anos de vida consagrada marista é um grande convite para eu olhar para trás e contemplar as maravilhas que Deus tem feito em minha vida. É um momento de agradecimento e também de avaliação e projeção. Momento de agradecimento porque, como marista, sinto na alma o que significa ser chamado a ser marista por uma escolha gratuita de Maria: procurar, em todo o meu ministério, fazer tudo do jeito dela; momento de avaliação porque como humano consagrado também me esbarro em meus limites, fragilidades e pecados, mas apoiado pela Mãe de Misericórdia me sinto encorajado a perseverar e acreditar nesse chamado; e momento de projeção porque não fiz meus votos para ficar fechado em mim mesmo, mas para servir ao Povo de Deus que ele me confiar daqui pra frente, de preferência sendo fiel ao nosso carisma e espiritualidade marista em nossas comunidades religiosas, em nossos ministérios e em meio aos meus familiares e amigos. Insisto na palavra gratidão: à Trindade Santa, à Nossa Senhora, aos meus pais e demais familiares, aos confrades maristas, em especial aos meus formadores, aos Irmãos e Irmãs Maristas, a muitos religiosos e religiosas, aos paroquianos da Bahia, de Callao (Peru), de Minas Gerais, do Paraná e de São Paulo. Enfim, a cada um que ajudou a compor minha história nesses 25 anos. Um abraço afetuoso a todos.

Pe. Roberto SM.

Papa Francisco

“Devemos lembrar sempre a dignidade e os direitos dos trabalhadores”_Papa Francisco

Bicentenário

Em Fourvière, colina situada sobre as bases da antiga cidade pagã de Lyon, na França, foi erguido no século XII um santuário dedicado a Maria. Ali, em julho de 1816, doze jovens levam suas intenções e propósitos a Nossa Senhora. E a Mãe de Fourvière acolhe e acompanha o projeto daquele grupo. “Assim como foi o apoio da Igreja nascente, assim sê-lo-á nos últimos tempos. Estas palavras presidiram o começo da Sociedade” (OM 582). E lhes serviram de fundamento e alento (OM 674).

“Consagrar-se equivale a se entregar. Consagrar-se a Jesus por meio de Maria significa atualizar o compromisso de nosso batismo, para acolher a aurora dos novos tempos. Fourvière inspira o novo início da Fundação Marista e convida a assumir a vida como consagração que remete às origens para sair rumo às novas terras da missão”¹. “Maria vai servir-se de nós, seus filhos; sejamos dignos; servindo-se de nós, Ela lutará contra o demônio e o mundo; e, através de nós, Ela vencerá” (Colin ES 160, 6s). Hoje Maria está com o coração aberto para acolher outros Maristas em missão.

Após a tomada de decisão dos primeiros maristas, não há garantia de êxito. Trata-se de iniciar. É preciso ir onde Deus se encontra. “Desde o início mostram-nos um caminho aberto ao que Deus quiser, mas sem saber o que virá, sem outra garantira além da fidelidade pessoal e coletiva. E uma confiança sem limites”. Não sabem sequer o que vão prometer; desconhecem o que vão se tornar. Prometem o que não podem. Estão longe de um projeto profissional. É antes uma aposta no desconhecido… e convidam-nos a dar o mesmo passo, igualmente no escuro.

“Os termos da promessa se apoiam na sólida base do grupo: um grupo que fala uníssono, onde cada um encontra a fonte e a confiança em sua palavra pessoal. Sabemos que a comunhão, o estar juntos, é importante para cumprimento da promessa. Os primeiros Maristas descobriram, aprofundaram, inventaram, formularam uma maneira de viver e de se comprometer”². Uniram-se através de sua atitude e de sua promessa. E convenciam a mais de um a se unir a eles. Cabe a nós continuar a viajem. Medimos a importância da confiança mútua, em nossas comunidades, para permanecermos juntos, para avançarmos na vida marista, para realizarmos nossa missão, para inventarmos, hoje, modalidades que nos animem na fé.

“O esforço de identificação com Maria se inscreve na vida cotidiana, na comunidade, nos compromissos pastorais e profissionais de cada um”³. Devemos “abraçar plenamente nossa identidade Marista” (Pe. John Hannan, sm).

¹²³ Herdeiros da Promessa(J. Taylor; A. Estaún; F. Drouilly)

Época de Maria(Jan Snsjders, sm)