Historia da Sociedade de Maria no Brasil

A Sociedade de Maria – Padres Maristas – chegou ao Brasil em dezembro de 1981, por meio de uma iniciativa tomada pelo Conselho Geral da Congregação, em Wellington no ano de 1980. O trabalho inicial em terras brasileiras tinha um caráter de implantação, deste modo, os primeiros missionários teriam como prioridade a afirmação das primeiras raízes dos Padres Maristas aqui no Brasil. Por isso, além de se dedicarem ao trabalho missionário, os padres deveriam também promover e animar vocações locais oferecendo aos jovens brasileiros também uma formação para a vida e para o trabalho na Sociedade de Maria.

Além da formação, foram assumidas, neste período, as seguintes obras: em 1985, a Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, na periferia de São Paulo;  em 1986, a Pastoral Universitária, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) bem como a Paróquia Universitária Jesus Mestre; em 1987, a missão no sertão da Bahia, por meio do trabalho com paróquias; e, em 1994, uma experiência de formação e trabalho com comunidades de base, na periferia de Belo Horizonte, MG.

À luz dessas prioridades, foram escolhidos missionários de vários países fazendo com que a fundação brasileira fosse uma imagem fiel da internacionalidade da congregação. Os pioneiros dessa missão foram: Pe. Miguel (Nova Zelândia), Pe. Jorge (Itália), Pe. Bertrand (Canadá) e Pe. Eugênio (Alemanha).  Que tiveram o apoio dos irmãos Maristas que acolheram e auxiliaram os primeiros padres, de modo especial, os irmãos da Antiga Província de São Paulo. No decorrer dos meses foram chegando ao mesmo tempo missionários para fazer parte do mais novo “Distrito Missionário” dos Padres Maristas e até o ano de 2011 passaram por esta missão missionários, vindos de Alemanha, África, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, México, Peru, Estados Unidos, entre outros.

Bodas de Prata

Sobre meus 25 anos de Vida Religiosa Consagrada.
Chegar aos vinte cinco anos de vida consagrada marista é um grande convite para eu olhar para trás e contemplar as maravilhas que Deus tem feito em minha vida. É um momento de agradecimento e também de avaliação e projeção. Momento de agradecimento porque, como marista, sinto na alma o que significa ser chamado a ser marista por uma escolha gratuita de Maria: procurar, em todo o meu ministério, fazer tudo do jeito dela; momento de avaliação porque como humano consagrado também me esbarro em meus limites, fragilidades e pecados, mas apoiado pela Mãe de Misericórdia me sinto encorajado a perseverar e acreditar nesse chamado; e momento de projeção porque não fiz meus votos para ficar fechado em mim mesmo, mas para servir ao Povo de Deus que ele me confiar daqui pra frente, de preferência sendo fiel ao nosso carisma e espiritualidade marista em nossas comunidades religiosas, em nossos ministérios e em meio aos meus familiares e amigos. Insisto na palavra gratidão: à Trindade Santa, à Nossa Senhora, aos meus pais e demais familiares, aos confrades maristas, em especial aos meus formadores, aos Irmãos e Irmãs Maristas, a muitos religiosos e religiosas, aos paroquianos da Bahia, de Callao (Peru), de Minas Gerais, do Paraná e de São Paulo. Enfim, a cada um que ajudou a compor minha história nesses 25 anos. Um abraço afetuoso a todos.

Pe. Roberto SM.